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O Fim do ESG Genérico: Por Que Estratégias Padronizadas Não Funcionam Mais

  • Foto do escritor: Felipe Antunes
    Felipe Antunes
  • 18 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Introdução

Durante anos, muitas empresas adotaram o ESG como um conjunto de boas intenções, relatórios padronizados e discursos genéricos sobre sustentabilidade. Esse modelo, porém, está chegando ao fim. O ESG genérico, baseado em fórmulas prontas e práticas desconectadas da realidade do negócio, já não atende às expectativas de investidores, reguladores e da sociedade. À medida que o mercado amadurece e as exigências se tornam mais técnicas e regulatórias, cresce a necessidade de estratégias ESG personalizadas, fundamentadas em materialidade, dados confiáveis e governança sólida. Para 2026, a tendência é clara: empresas que insistirem em modelos padronizados perderão credibilidade, competitividade e acesso a oportunidades.

Vista aérea de uma floresta densa com árvores de copas verde-escuras e troncos delgados. Ambiente sereno e natural.

O que é ESG genérico

O ESG genérico é caracterizado pela adoção superficial de práticas ambientais, sociais e de governança sem conexão real com a operação, os riscos e os impactos específicos de cada empresa. Ele costuma se manifestar por meio de relatórios iguais para organizações distintas, metas desconectadas da estratégia corporativa e comunicação baseada em slogans vagos. Esse modelo foi impulsionado, em parte, pela pressão reputacional inicial do ESG. Muitas empresas buscaram “marcar presença” no tema sem desenvolver uma agenda estruturada, acreditando que cumprir um checklist básico seria suficiente.

Por que o ESG genérico não funciona mais

O contexto atual mudou de forma significativa. O ESG deixou de ser apenas um diferencial reputacional e passou a integrar decisões financeiras, regulatórias e estratégicas.

Aumento da exigência de investidores e conselhos

Investidores institucionais e conselhos de administração não aceitam mais relatórios superficiais. Eles exigem clareza sobre riscos materiais, impactos mensuráveis e planos de ação consistentes. Estratégias genéricas não conseguem responder a perguntas críticas sobre exposição climática, riscos sociais ou governança corporativa.

Avanço da regulação

Com o avanço de normas como ISSB, exigências locais de mercado de carbono e fiscalização sobre greenwashing, o ESG passa a ter implicações legais e financeiras. Modelos padronizados não suportam auditorias, não garantem rastreabilidade de dados e expõem empresas a riscos regulatórios.

Fim da lógica “one size fits all”

Empresas de setores distintos enfrentam riscos e impactos completamente diferentes. Uma indústria intensiva em carbono não pode adotar a mesma estratégia ESG de uma empresa de serviços. O ESG genérico ignora a materialidade setorial e compromete a eficácia da estratégia.

A importância da materialidade na nova agenda ESG

A materialidade se tornou o pilar central das estratégias ESG modernas. Ela define quais temas realmente importam para o negócio e para seus stakeholders, considerando impactos financeiros, ambientais e sociais.Uma estratégia ESG baseada em materialidade permite priorizar recursos, definir metas realistas e comunicar resultados relevantes. Sem esse diagnóstico, o ESG se torna apenas um exercício de comunicação, sem valor estratégico.

ESG estratégico: da narrativa à execução

Superar o ESG genérico exige uma mudança de postura. O foco deixa de ser apenas “reportar” e passa a ser gerir. Isso significa integrar o ESG à estratégia corporativa, aos processos de tomada de decisão e à governança.

Dados confiáveis e rastreáveis

Relatórios e indicadores precisam ser baseados em dados verificáveis, metodologias reconhecidas e processos consistentes de coleta e validação. Isso fortalece a credibilidade e reduz riscos de questionamentos externos.

Governança clara

Uma estratégia ESG eficaz depende de papéis e responsabilidades bem definidos. Conselhos, lideranças executivas e áreas técnicas precisam estar alinhados, com metas claras e acompanhamento contínuo.

Comunicação alinhada à prática

A comunicação ESG deve refletir fielmente o que é executado. O distanciamento entre discurso e prática é um dos principais fatores que alimentam acusações de greenwashing e perda de confiança.

O que muda para 2026

Em 2026, a expectativa é que o ESG esteja ainda mais integrado a decisões de crédito, investimentos e cadeias globais de valor. Empresas serão avaliadas não apenas pelo que dizem, mas pelo que comprovam. Nesse cenário, o ESG genérico tende a desaparecer, substituído por estratégias sob medida, alinhadas ao contexto regulatório, setorial e operacional de cada organização. Quem se antecipa a essa mudança ganha vantagem competitiva; quem resiste, enfrenta riscos crescentes.

Como a Worton apoia estratégias ESG não genéricas

A Worton atua exatamente no ponto em que o ESG genérico falha. A consultoria desenvolve estratégias personalizadas, baseadas em diagnóstico profundo, análise de materialidade e alinhamento com padrões internacionais. Ao transformar dados em narrativas estratégicas e decisões práticas, a Worton ajuda empresas a estruturar agendas ESG sólidas, auditáveis e conectadas ao negócio, evitando soluções padronizadas que não geram valor real.

Conclusão

O ESG genérico cumpriu um papel inicial de conscientização, mas não atende mais às exigências do presente — e muito menos às de 2026. Empresas que desejam permanecer relevantes precisam abandonar fórmulas prontas e investir em estratégias ESG personalizadas, baseadas em materialidade, governança e dados confiáveis.O futuro do ESG não é genérico. Ele é estratégico, específico e profundamente conectado à realidade de cada organização.

 
 
 
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